quinta-feira, 29 de março de 2007

O blog mais visto de Portugal


Ando desinspirado, sem vontade de escrever. No entanto, como dizia um ex primeiro ministro : " ando por ai" . Por ai a ver uns filmes no utube e a fazer mais umas quantas coisas que não vos dizem respeito. Mas vai um dia destes, eu e um imbecil, ou melhor, um imbecil e eu (sejamos em primeiro lugar... educados!), decimos criar um blog só com videos e uns comentários "imbecis" para animar a malta. Foi o que fizemos. Porém, como bons Portugueses que somos, ficámos a meio no planeado e nem "decorámos" o blog nem adicionámos comentários aos videos. Mesmo assim, achei por bem, deixar por aqui o endereço, para que vossas excelências pudessem vislumbrar.

O blog mais visto de Portugal :
www.oblogmaisvistodeportugal.blogspot.com

Sem mais nada de inutil de momento, me despeço com amizade.

Abraçon

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Vida Vencida















Nota : Este post pode parecer paradoxal com o anterior, mas não é.

Ganha na vida quem tiver a intuição, habilidade e sabedoria de cometer o menor número de erros possíveis. No entanto, toda essa perícia para evitar o erro, pode num só segundo ficar completamente abalada por um simples azar, uma fatalidade. Subtrai-se deste racicíonio que será preciso para além de toda a experiência e inteligência para evitar o erro, uma boa dose de sorte.

Porém, nem perante a soma destas duas premissas se poderá chegar à conclusão de que - com elas - se viverá uma boa vida. A soma das duas, nem sempre corresponderá a qualidade.
Talvez seja sinónimo de longevidade ou até de mestria e grandiosidade. No entanto, estão bem longe da felicidade. Um individuo pode somar-lhe as duas e viver uma triste vida. Não viverá certamente na penumbra, na escuridão ou no desalento, pois se não cometeu muitos erros, ou se aprendeu melhor com os erros dos outros do que, com os dele próprio, viverá uma vida , no minímo , estável. Ou talvez não! Caso tenha apenas cometido um erro, mas um erro crasso. Mas o que leva um homem que pouco erra e que tem sorte, a não ser feliz ? Talvez a constante insatisfação do homem, que lhe pede sempre mais e o impede de apreciar a imensidão de todas as suas riquezas (de saúde, afectivas, materias... ) .

Quantos serão os eleitos ou predestinados a descobrir a fórmula mágica de não cometer erros e serem felizes sem serem atraiçoados pela sorte ? Não se reduzirá a uma percentagem nula ou infinitamente reduzida de pessoas ? Não estaremos todos condenados de uma maneira ou de outra a sofrer ? Não estaremos todos condenados a aprender, mais tarde ou mais cedo, a lição da vida ? Então para quê ter filhos ? Para pormos mais um ser humano a sofrer ? Ou será que é para redobrarmos a nossa dor, sofrendo os nossos mâles com os deles ...


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Aborto ... 3 , 2 , 1 ....

Antes de entrar na discussão do aborto, considero que é importante saber primeiro do que estamos a falar. A maioria das pessoas, não sabe o que está em causa. Parte para uma discussão baseando-se em sentimentos, intuições e irracionalidades. Um começo errado leva a maus resultados. Deve-se partir de argumentos racionais e dados empiricos, com base nos valores e na sua hierarquia.

A questão que se põe, é que uns - os apoiantes do SIM - defendem a DIGNIDADE HUMANA, acima da VIDA HUMANA e os outros - os defensores do NÃO - defendem a VIDA HUMANA acima da DIGNIDADE HUMANA. Outro cenário não é por mim concebível. Porque vejamos, o que os defensores do "NÃO" querem, é que não se mate um ser humano. Por seu lado, os do SIM, não querem "destruir a vida" de uma ou duas pessoas. No caso da mãe não ter recursos ou ser demasiado jovem, acabando com as suas prespectivas de futuro. E no caso do filho, sendo indesejado, por poder correr o risco de ser abandonado no mundo.

Outra coisa não me podia passar pela cabeça. A questão de questionarem o momento em que se gera uma vida - o momento da concepção - não faz qualquer sentido. A resposta é básica e até o maior dos analfabetos sabe em que momento surge uma nova vida. Ora vejamos. Um ovulo sozinho não gera vida humana. Um espermatozoide sozinho também não gera vida nenhuma. No entanto, depois de uma relação sexual, quando um espermatozoide (ou vários, em caso de gemeos :D ), penetra no ovulo (penetrando ao mesmo tempo no caso de gemeos :DD), há uma fusão. E essa fusão, que ninguém tenha dúvidas, vai gerar um código genético novo, UM BEBE, UMA VIDA HUMANA ! Não um alien ou um objecto (...) ou seja o que for. Dali só pode sair uma coisa - VIDA HUMANA. Portanto, saber se estamos a matar ou não um ser humano é uma falsa questão... porque indubitávelmente ESTAMOS ! É a partir do preciso momento em que o espermatozoide (vencedor) penetra dentro do ovulo que há vida humana. Ponto final.

Resolvida esta questão, vamos passar à questão da dignidade humana. Que valor será o mais elevado na hierarquia ? Vida Humana ou Dignidade Humana ?
É muito difícil responder a esta questão, por isso é que há tanta polémica. Devem ser muito raros os casos em que estes dois valores entram em colisão - caso do aborto , eutanásia e pouco mais. Mas já que isto acontece, temos de solucionar o problema da maneira mais racional possível. Passo a passo tentar resolver esta questão. Ora vejamos ...

A meu ver (e bem !), estão salvaguardados três casos na lei em que é dada prevalencia da dignidade humana face à vida humana - Quando a saúde ou a vida mãe está em risco; Por malformação do feto ou por violação.

Quanto aos dois primeiros, penso que ninguém os põe em causa. Mas mesmo que não estivessem expressamente previstos na lei, o código penal prevê-os como causa de exculpação de ilicitude. Isto é, a meu ver cabem no caso Estado de Necessidade Desculpante. Quer isto dizer, que em estado de perigo iminente de vida (a da mulher), ela não tem outro modo de afastar o perigo, a não ser ameaçando a vida de outro ser humano (o bebé). É portanto é legitima essa conduta.
Quanto ao caso de violação , apesar de estar 100% de acordo com a sua contemplação na lei, não me prenúncio por agora sobre o critério escolhido.

Mas voltando à vaca fria. Quanto à mulher, com a excepção de um único caso, acho que ela deve ser punida. Sem dúvidas. Despenalizar ? Não faz sentido. Se ela mata, deve pagar tal como todos os outros assassínos. Concordo que deva ter uma atenuante. Mas ela já a tem ! A moldura penal de um homicidio simples vai de 8 a 16 anos de prisão. Ela, ao levar potencialmente 3 (que nunca leva, por ser uma bagatela penal), é brindada ai com a sua atenuante. Se bem que não sei até que ponto é que não deveriamos pensar ao contrário, isto é, pôr uma agravante já que ela MATA o próprio FILHO. Mas não entrêmos por ai...

Estava eu a dizer que havia apenas um só caso, em que deveriamos pôr o valor da DIGNIDADE DA MULHER acima do VALOR DA VIDA DO SEU FILHO - Quando ela tem 16/17 ou menos anos. Já que essa é idade em que a sociedade decidiu responsabilizar a pessoa. Já que no termo Responsabilidade vem implicito a obrigação de responder pelos seus actos, então, o maior, SEJA EM QUE CIRCUNSTÂNCIAS FOR (!), deve responder pelos seus actos (por se ter metido debaixo dos lençois :D ). E o menor não. O menor é "inconsciente", não pode ser responsabilizado por um acto pouco consciente de quem descobriu a sua vida sexual há poucos anos. É a minha opinião e penso ser sustentada. Quanto à mulher maior, por piores condições de vida que tenha, ou por quaisquer outros motivos, apelativos ou não de misericordia, NÃO SÃO SUFICIENTES PARA PÔR EM CAUSA UMA VIDA !! Antes da dignidade da mulher vem a responsabilidade face a um terceiro, seu filho. Vem um dever ético muito maior, porque não está em causa algo relacionado com ela, mas sim com um terceiro. Está o valor hierarquicamente superior da vida contra o valor da dignidade da mulher, que é , com devido respeito, menor. E no entanto, poderá ser sempre salvaguardado, entregando a mulher o seu filho para adopção.

Na criança é que reside o grande problema da questão. O que fazer a uma criança que começa uma vida com o pé esquerdo ? Sem a menor culpa ... pela negligência dos país ! Há algumas soluções possíveis, apesar de nenhuma delas ser 100% satisfatória. A adopção seria uma boa solução. Pois a criança teria certamente a oportunidade de viver e ter uns país que a querem, que a desejam (Quem sabe, melhores pais do que os de muitas crianças que têm ligações de sangue a eles). Caso isso não seja possível, deixá-las ao cuidado de instituições de caridade, género casa pia. Não venha a sociedade com argumentos jocosos das crianças sofrerem nas mãos dessas instituições e poderem ser vitimas de abuso pois não é isso que se está a discutir !!! Isso é outro problema que se tem de resolver. Resolva-se esse problema para que as crianças orfãs possam ter uma vida condigna. Para que possam viver e ter possibilidades de serem felizes como todas as outras. Mas esse é um problema à parte, não deve ser posto aqui em cheque. Portanto, se tudo funcionar como deve de ser, não me parecem a mim erradas estas soluções em que estaremos a preservar tanto a vida da criança, como a sua dignidade como pessoa.

Portanto a meu ver a lei da penalização deve ser mantida. No entanto, não excluo a hipotese de abrir uma ou outra excepção pois a lei não deve ser rigida mas sim, flexível. Principalmente, no que diz respeito a estes assuntos que tanta sensibilidade despertam na nossa sociedade. O valor da equidade deve impôr-se em todos estes casos e avaliar-se, caso a caso, porque cada circunstância é diferente da outra.

Faço portanto um apelo ao voto pelo NÃO. Pelo SIM à vida. E tenham fé. Acreditem que esta lei será melhorada de forma a abranger mais um ou outro caso em que se aceite o aborto, mas que não se chegue a extremismos, que não se volte atrás séculos de civilização e se deixe ao critério da mulher , praticar ou não praticar um crime. A lei , o caso concreto devem ser os dois critérios que levam à decisão.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Poker












Eu não tenho apenas um lado,
Eu sou um cubo trocado,
Uma mascara vendida,
Uma paixão comedida,

E à mesa, eu sei,
Interpretar todos os sinais,
Mesmo na miragem de um vil paradoxo,
Que se imaginar que eu sei,
Fica na incerteza,
E se contradiz em si mesmo,
Voltando à pureza.

E no amor, eu não sei,
Acalmar todos os vendavais,
E jogo na incerteza,
Sem mascara, nem presa
Nesta angústia terrena,
Até à sorte deixar,
A paz na certeza.

Mas voltando à mesa,
Onde eu sei,
Que sou rei,
Onde até já violei,
A mais pura donzela.

Onde já espetei o punhal,
No mais fiel dos amigos,
Onde não há medos,

Não temo,
Nem no limite do risco.

Nesse lugar,
Eu renuncio.
E já não escolho,
O sorriso jocoso,
Oferecendo a fortuna,

E um ambiente fraterno,
Para neles ver ,
Um sorriso nos lábios...


Pois sou eu que fico,
Com o Poker de Ases.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Citações


Everyone Must See This! - video powered by Metacafe

Pascal :

"O homem é ...

Aquele ser que se transcende infinitivamente a si próprio. Aquele misto de contradições , a glória e a vergonha do universo”

Maneiras de ver, maneiras de pensar...














Esta é a história de um bonito quadro a óleo que se encontrava na posse de uma família sueca. Um quadro como qualquer outro, fechado num enorme quarto, desvalorizado, vulgarizado, deixado ao sabor de um pesado volume de pó. Até ao dia... o dia que a familia precisou novamente de se tornar solvente. Foi então, nesse momento de aflição, que decidiram vender o quadro por aquilo que a bondade de um qualquer comprador pudesse oferecer - uns tostões - o que fosse era bem-vindo para malbaratar aquela bujiganga guardada há tanto tempo. Foi assim que correram todos os estabelecimentos de arte possíveis e imaginários, mas por "malapata", nenhum dos "connaisseurs" deu qualquer valor àquela inútil pintura.

E assim, decidiram leiloar aquele empecilho. Estipularam que a licitação mínima seria de 1600 Euros por se tratar de uma simples peça pintada por um dos disciplos de Rubens. Só que para a fortuna daquela família, o quadro foi novamente examinado por especialistas. Estes, chegaram à conclusão que se tratava de um fresco pintado pelo próprio Rubens e não, como se pensava, por um dos seus disciplos. O resultado foi o de um aumento, não de cem porcento , nem sequer de mil porcento da obra, mas uma subidinha de 1600 para 1,8 milhões de euros (licitação final). O quadro estrangeiro mais caro, vendido na Suécia.

Nos dias que correm, as pessoas não querem saber da obra em si mesmo. Só do valor que lhe é dada. E não só do seu valor económico, mas também se estão nas tintas para o seu valor artistico ou real. O que quer dizer com isto o autor ? Quer dizer que andam ai muitos "pseudo-connaisseurs", talvez 99.9% da população, que dizem que gostam disto ou daquilo, que respeitam este ou aquela autor, simplesmente pelo peso do seu nome e não pela importância ou pelo gosto que nutrem pela sua obra. A realidade é como diz o proverbio : " Ganha fama e deita-te a dormir".

A maioria pessoas não querem saber da beldade da arte, limitam-se a tentar descortinar, com base nos poucos conhecimentos história de arte que tem, o que está por detrás do quadro, ou o que ele faz lembrar em termos histórico-culturais.

Na prespectiva daquele que escreve, há duas maneiras de ser apreciado um fresco. Ou se tem grandes conhecimentos sobre arte (não é o caso do critico, nem da maior parte das pessoas), e então, fala-se e contesta-se sobre ela. Ou então, a única maneira de se apreciar arte é atravês da nossa imaginação e do nosso gosto. Pois, se formos sabedores por termos estudado, por alguém nos explicar o quadro, ou por termos ouvido uma gravação, podemos compreender o que lá está ; o que está por detrás da pintura e do pensamento do autor, e então, estaremos a ver um filme com legendas. De outra forma, esquecemos a base histórica do quadro e submetemo-nos à nossa imaginação. Apreciamos o que nos é dado à nossa maneira. Se gostamos, o quadro é bom, se não gostamos, o quadro é mau e assim apreciamos o mesmo filme, mas sem legendas.

A mesma coisa se passa para o vinho, café, fotografia e tudo o resto. Ou se conhece bem, se avalia atravês de padrões ou conhecimentos, ou então, admitimos a nossa ignorância e dizemos que gostamos simplesmente por o facto de gostar (por mil e uma coisas que não, criticas superficiais). O problema é que a maioria das pessoas não o faz, limita-se a dizer que a obra "x" de Picasso faz lembrar-lhe o seu período Rosa ou que muitas das inspirações de Miguel Angelo são provenientes da obra de Dante, ou o raio que o parta!

E neste caso, o que aconteceu foi que ninguém apreciou o quadro, mas agora, todos vão dizer que o quadro fazia lembrar uma enorme comoção barroca, que é uma obra de excelência e terá provávelmente uma sobrevalorização por simplesmente ser daquele e não doutro autor.

O autor acha simplesmente triste darem mais valor ao artista do que à obra. Um artista pode pintar algo bom e nunca mais o fazer. Tal como o café de Angola ter potencial para ser o melhor do mundo e nem sempre o ser pela maneira como é trabalhado. Bom, mas assim vai o mundo...

domingo, 10 de dezembro de 2006

Há metafisica bastante em não pensar em nada...
















































mas o tempo continua a fugir.


Se tanto me dói que as coisas passem (Sophia de Mello Breyner)

Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Filhos de Lisboa

















Esta é a homenagem de um eterno apaixonado à mulher mais fiel que alguma vez teve ou terá. Aquela que deu à luz, os filhos mais pródigos que o mundo alguma vez pode sonhar - Lisboa.

Eis que surge a filha mais velha. Aquela que merece destaque, lisonjeada com o primeiro lugar, por sem dúvida, ter sido, a mais firme e a mais fiel. Mas sobretudo, por ter levado, não só o nome desta terra, mas também deste país, aos quatro cantos do mundo, apenas e só, com o dom que Deus lhe deu.
Não posso acabar este escrito sem ainda referir que, Amália, ela própria, prestou tributo à nossa cidade cantando inúmeros fados, fazendo um elogio directo a Lisboa.

Amália Rodrigues - Lisboa


Eu nasci numa cidade que em verso
Escreveu alguém, que foi berço
Dos caminhantes do mar
Ah, vivi entre pardais e andorinhas
E gaivotas ribeirinhas
Que andam no céu a cantar!


Ai, Lisboa

Terra bem nobre e leal
Tu és o castelo da proa
Da velha nau Portugal
Ai, Lisboa
Cheiram a sal os teus ares
Deus pôs-te as ondas aos pés
Porque és tu a rainha dos mares!

Foi ali que pra brincar com o demônio
Veio até nós Santo Antônio
Que tão asceta insular
Eu abri nos brandins do airado
Uma voz feita ao fado
Nesta canção popular

Outros fados (excepção feita aos fados em que faz um elogio indirecto ou apenas a uma determinada zona)

Amália Rodrigues - Lisboa A Noite
Amália Rodrigues - Lisboa Antiga
Amália Rodrigues - Lisboa Dos Milagres
Amália Rodrigues - Lisboa Em Festa
Amália Rodrigues - Lisboa Não Sejas Francesa
Amália Rodrigues - Fado Lisboeta
Amália Rodrigues - Fado Alfacinha
(...)

Estranha forma de vida? Talvez não.

Efeito Marionete














Chegou o autor enfurecido a casa pois alguém se lembrou de dizer : " Olha hoje não fazes isto assim, fazes assado, senão não tens direito ao brinquedo" . Claro que ouvindo estas palavras o mesmo ficou pior que estragado, mas mesmo inconformado, sabia, que desta vez, era melhor comer e calar.
No entanto, veio na mesma para casa estudar o assunto, pois não é seu hábito ficar subjugado a uma vontade terceira, seja ela qual for, não tanto por motivos de interesse mas mais por motivos de orgulho. Por fim, o caso ficou, como sempre, com alguma arte e algum engenho , bem resolvido. Em última análise, a escolha entre o orgulho e o interesse terá sido do autor. Mas também nessa mesma pormenorizada examinação, o visado ficou dependente dessa vontade terceira pois se ela não existisse não teria de perder uma das duas.

É neste ponto que o escritor deste blog teve a percepção da extensão do emaranhado de cordas a que todos estamos sujeitos. Não, ele não é assim tão "naíf" ao ponto de nunca se ter apercebido, porém ficou mais maçado do que é habitualmente. Não é que o autor queira estar isolado do mundo, mas também não quer viver nesta livre prisão de cordas. O que quer o autor, é, como todos os outros, estar na maioria das situações, do lado de quem puxa os cordelinhos, para não ter de perder este sentimento de orgulho ferido. É obvio, ele apresentar o conhecimento, de que, com o auxílio de um estilo mais cinista e manipulador não perderia muito provávelmente o referido sentimento... mas essas "qualidades" (?) não fazem parte do seu feitio... antes quebrar que torcer.

É neste contexto e sabendo que em qualquer tipo de relação - profissional, amorosa, negocial, familiar, política (...) - isto acontece, o autor vem encarecidamente pedir , uma ou duas opiniões, a um ou outro leitor que se ache mais exclarecido, sobre o comportamento adquado a utilizar nestas situações. No fundo a pergunta é esta e apenas esta :
Como é que a marionete se liberta das cordas sem se magoar ?
Porventura será mais fácil libertar-se nas relações familiares e amorosas pelo facto do factor amor ter uma dimensão maior do que o factor orgulho. Mas e nas outras ?

O próprio escritor terá sem dúvida em si a resposta pois nunca acumulou nenhuma mágoa. Talvez por viver a vida de forma ligeira ou leviana no sentido mais estrito do termo. Mas o mesmo escritor, tem medo de algum dia consumir uma tal mágoa que se transforme mais tarde em ira ; uma ira que terá de ser libertada e ferir, senão dizimar alguém. O autor não quer isso.
Por isso tem medo da marioneta. Muito medo.


A conclusão a que chega o autor é que todos os dias a marionete é ao mesmo tempo ela própria e puxador de cordas. Mas um dia talvez se torne importante e tenha de puxar demasiadas cordas, correndo o risco de fazer uma espiral de emaranhados, caindo num turbilhão de problemas e num estado de tumulto ou desordem, que só vai querer voltar a cair nas teias da rede e voltar a ser uma simples marionete.

domingo, 3 de dezembro de 2006

A doce alucinação de uma melodia














Foto : Museu d água (amoreiras)

É com muito agrado e alguma tristeza que anuncio o novo brinquedo deste blog. Agrado pois, a partir do dia de hoje, para além do ilustre visitante poder fazer uma leitura deste blog, vai também ter o previlégio de ouvir música enquanto o lê. No entanto, é um previlégio mitigado, pois o autor queria partilhar com os amigos e outros leitores, músicas de diversas culturas mas sobretudo as da nossa pátria. Porém, reitero que é com alguma triteza que vos informo o facto da base de dados de onde retirei a "jukebox" conter pouquíssima música nacional. Ela é composta maioritáriamente por música comercial e dos tops da mtv. Considera o escritor, que apesar disso, será possível separar o trigo do joio e fazer uma caixinha de música em condições.

O autor, antes de acabar mais este gatafunho, quer saudar com uma palavra de agradecimento, o seu amigo André pela ajuda dada na inserção da "jukebox" no blog mas também aproveitar para divulgar o seu prestigiante blog - http://dm6.blogspot.com/ .
Por último, contemplar o leitor, com a selecção que teria feito, caso houvesse um vasto rol de melodias à disposição. A envolvente música da minha Lisboa - O Fado, o meu destino.

Fado :
Amalia Rodrigues - Cheira bem, cheira a Lisboa
Amalia Rodrigues - Ai Mouraria
Amalia Rodrigues - Tudo isto é fado
Amalia Rodriguies - Uma Casa Portuguesa
Tony de Matos - Coimbra
Tony de Matois - Lisboa à Noite
Tony de Matos - Tu é que és a tal
Francisco José - Guitarra toca baixinho
Francisco José - Olhos Castanhos
Rodrigo - Cais do Sodré
Maria de Fátima Bravo - Voces sabem lá
Maria de Fátima Bravo - Canção da Costeirinha
Carlos do Carmo - Os putos
Carlos do Carmo - Poetas de Lisboa
Carlos do Carmo - Lisboa menina e moça
Carlos do Carmo - Bairro Alto
Herminia Silva - Casa da Mariquinhas
Herminia Silva - Fado da sina
Herminia Silva - Lisboa Antiga
Vasco Santana - Fado do Estudante
Vicente da Camara - Tranças Pretas
Mariza - Deserto


e o favorito do autor
Carlos do Carmo - Flor de Verde Pinho

Espero que a música encante o vosso espírito.

sábado, 2 de dezembro de 2006

No limite da inteligência















No próximo dia cinco de dezembro, um servidor com quatro processadores, equipado com uma tecnologia desenvolvida ao longo de quinze anos, vai defrontar o campeão mundial de xadrez - Vladamir Kramnik.

Como conseguirá então, um simples homem, vencer a máquina, quando esta calcula entre oito a dez milhões de posições possiveis de jogadas em apenas um segundo ? Quando é apesentada uma base de dados, com quase todas, senão todas as possibilidades de jogadas conhecidas. Quando uma equipa de técnicos e conhecedores de xadrez a prepararam para ser invencível.

Será que Vladamir Kramnik vai conseguir fazer o que o mítico Kasparov não foi capaz de fazer ?

É que para além de toda a eficácia de Deep Fritz (a máquina), de todas essas vantagens, também acaba por não ter desvantagens. Isto é, passado horas de jogo não acusa nervos nem cansaço. Não está limitada por sentimentos acumulados até à hora da partida de jogo. A um stress pré, durante e pos jogo.

Portanto, o autor deste blog considera que nestes eventos sensacionalistas, para além da preocupação monetária inerente, também há uma ridicula procura por um super-homem. Apesar, da inteligência tal qual como fisico, ser um conjunto de mecanismos que pode ser treinado e aperfeiçoado, de ser um músculo que se for estimulado pode chegar muito para além do que aquilo que era ínicialmente ; tem um potencial, mas um potencial limitado. Pode crescer mas tem uma zona, um limite, um tamanho que não pode ser transposto. Logo, há uma fronteira inultrapassável. E portanto, mesmo o atleta de alta competição, por mais bem treinado que esteja, tem sempre um limite. E essa baliza não vai concerteza transcender-se ao ponto de vencer uma criação minuciosa trabalhada, durante vários anos, por centenas de especialistas. Isso seria, em última análise dizer ao mundo que há homens que nascem naturalmente muito mais evoluídos e capazes do que outros ou com um potencial extraordinário capaz de se desenvolver na caixa minuscula que é o nosso cérebro.

Talvez por o ego do autor persistir em não acreditar em génios ou em sobredotados, por persistir a crença do homem limitado à sua própria circunstância, que continua a achar que Deep Fritz nunca vai ser consecutivamente vencido.

De qualquer forma, o evento não deixa de ser interessante, principalmente se se chegar à conclusão que o campeão esteve em algum momento em vantagem.

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Piada e Preconceito

Enquanto uma mulher estacionava o carro, dois jovens vislumbravam aquela obra de arte, por eles já presenciada, um sem número de vezes, a tal ponto de se tornar trivial mas que no entanto continuava a ser objecto de piada fácil.
Dez, quinze manobras depois, a pobre mulher lá conseguiu realizar o acto com sucesso. Compreende o leitor porque razão os jovens não se dignaram a apresentar auxílio à mulher. Por um lado, pelo preconceito criado pela sociedade na mente das pessoas. Podia ela achar que a estava a ser engatada ou mesmo a assediada. Por outro, porque os jovens não queriam ferir o ego daquela simpática senhora.

No entanto a conversa deles prosseguiu :
(gargalhada)
D - Não há ninguém tão brilhante ao volante como uma mulher !
A - Não gozes pá, por acaso até há, os pretos !
D - Pois vendo bem, não sei, tens de ver também que os velhos não dominam.
A- Pronto, e que tal uma mulher idosa com nacionalidade moçambicana ?
(gargalhadas)

As mulheres podem não ser brilhantes ao volante. As pessoas com uma certa idade pior um pouco. Os indivíduos de raça negra também não apresentam muitos dotes para aquela arte. No entanto, vendo a estatistica, poucos deles morrem ao volante. A maioria dos acidentes graves ocasionados nas estradas são provocados por jovens, normalmente caucasianos, do sexo masculino. Porque será ? Talvez pelo excesso de confiança.

Moral da história : Nem sempre o dominio leva aos melhores resultados. Por vezes vale a pena ser um pouco humilde.

Adiante !















Angustia é às três da manhã continuar a pensar em ti sabendo que o tempo cura tudo, mas que eu não quero ser curado.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Curiosidades

Em Macau há 18 casinos. Esses 18 casinos, dão mais dinheiro anualmente do que os 230 casinos de Las Vegas. Aposta minima é de 50 euros.

Conclusão :
Sem correr o risco de generalizações abusivas, tendo em
conta que é um território constituído por uma península e
duas ilhas (Taipa e Coloanee), numa superfície total de 28,2
km² e com cerca de 500 000 habitantes, penso ser razoável
dizer que os macaenses têm uma grave inclinação para o
vício.


terça-feira, 28 de novembro de 2006

Bem-Vindos


Este vai ser o título do meu próximo livro. Aliás, primeiro livro. Melhor pensando, único e talvez inacabado livro.
Bem, seja como for, começa por ser o deste blog.
Não cheira a nada ? Não chega a ser tão cativante que se torne obsessivo ?

paciência
.